terça-feira, 10 de agosto de 2010

Antídoto

Normalmente o tempo é o melhor

O que cura, o que afaga, o que conscientiza

Minha vida, o tempo curará essas feridas

Como um antídoto, neutralizou o que foi pior

Um destino, na sorte eu melhorei

Mil perdões, perdidos no meio do meu corpo

Um veneno poderoso, no meio de toda multidão

Nunca foi tão prazeroso, me livrar de alma, mente e coração

Um corte, um punho, uma vida

Na melhor das hipóteses, sou mais isso do que perder

Uma vida, deixar viver, mas não esqueceria

Sentir seu cheiro, mas nunca poder ter

Algo nunca foi meu, algo que nunca seria

A melhor das hipóteses, morrer ou te entregar a minha vida

Porque sofrer? Porque sentir isso?

O que seria o melhor antídoto?

Viver e ser o que sou? Ou morrer por algo que nunca foi meu?

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